Ceratoconjuntivite Seca (CCS ou KCS) em cães


Popularmente chamada como “olho seco” é uma patologia comum que afeta animais e o ser humano, sendo relacionada com distúrbio autoimune que destrói as glândulas produtoras de filme lacrimal pré-corneal (FLP). Afeta também a lágrima, causada comumente por distúrbio imunológico. Com o ressecamento do globo ocular, aumenta-se o atrito no momento de piscar os olhos, sendo uma doença de ciclo vicioso onde os tratamentos muitas vezes frustram os proprietários, sendo que a cura definitiva é quase impossível ou muito difícil tornando-se CCS crônica.

A CCS possui um leque enorme de etiologias podendo ser de origem primária ou secundária.

Nas causas primárias, devido a fatores genéticos (má formação das glândulas), idade (perda hídrica natural) as glândulas têm deficiência na produção do FLP, este fator levará a distúrbios com úlcera de córnea, processos inflamatórios e infecciosos, e perda da visão, em casos mais agressivos.

Na maioria dos casos, a CCS é secundária sendo causada por um distúrbio de base, entre os mais comuns as doenças imunológicas onde há destruição das glândulas secretoras da lágrima, levando à uma deficiência da porção aquosa, que acarreta conjuntivite mucopurulenta persistente, ulceração e formação de cicatriz corneanas; virais (cinomose); fármacos (sulfas, anestésicos, atropina); doenças metabólicas (hipotireoidismo); ambientais (exposição excessiva à luz, ventiladores, ar condicionado); traumas; processos inflamatórios e infecciosos oculares; doenças neurológicas; tumores e remoção da glândula da terceira pálpebra.

 

Os sinais clínicos iniciais são secreção mucoíde a mucopurulenta, conjuntivite bacteriana, blefarite, hiperemia, quemose, úlcera de córnea e prurido. Na CCS crônica ocorre vascularização, pigmentação, queratinização, fibrose e opacificação da córnea que pode levar à cegueira (BARABINO, 2004).

O diagnóstico deve ser clínico com anamnese, exame físico focado na suspeita de CCS e exame ocular com os testes: Teste Lacrimal de Schirmer (TLS), Teste de Fluoresceína (TF), Teste do Rosa de Bengala (TRB) e citologia esfoliativa da superfície ocular (CESO).

 

O Tratamento mais preconizado é o uso de imunosupressores como a ciclosporina, o tacrolimus e o picrolimus. Além disso, também são utilizadas as lágrimas artificiais, os corticosteróides, os mucolíticos, os lacrimoestimulantes (pilocarpina) e os antibióticos (GELATT, 1999).

 

Fontes:

1)  BARABINO, S.; DANA, M. R. Animal models of Dry Eye: A Critical Assessment of Opportunities and Limitations. Investigaive Ophthalmoogy and Visual Science, v. 45, p. 1641-1646, 2004.

2)      GELATT, K. N. Veterinary Ophthalmology. 3th Ed n. Pennsylvania: Lippincott  Williams & Wilkins, 1999. 594p.

 






 

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