Raças

Não caçadores



Schipperke

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O nome Schipperke, uma das raças nacionais belgas, deriva de uma palavra do idioma flamengo que significa "pequeno capitão". Usado em barcos de canais como vigia e caçador de ratos, esse cão existe há centenas de anos. Entretanto, sua origem permanece mais desconhecida do que suas funções. Descendente talvez do Sheepdog Belga, do Spitz ou de terriers, o Schipperke tem orelhas retas e espessa pelagem escura.No passado companheiro de trabalho de classes menos nobres, esse cão começou a ser criado como animal de estimação devido à preferência da Rainha Marie Henriette pela raça. O Shipperke adora crianças e tem uma personalidade curiosa e cheia de vitalidade. 





Bichon Frisé

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O Bichon Frisé já experimentou vários estilos de vida: das residências nobres ao picadeiro. Proveniente das Ilhas Canárias, navegou por muitos mares, sendo freqüentemente comercializado em vários portos do mundo.No século XII, a nobreza italiana passou a apreciar essa raça -- o Rei Henry III mantinha em sua corte cães desse tipo, perfumados e enfeitados com fitas. Os membros da classe alta francesa também adotaram essa raça que, porém, passou a sofrer após a revolução, devido às limitações impostas ao estilo de vida da classe alta. Esse cão começou então a ser usado no circo, "fazendo truques para ganhar a vida". Em francês, o nome da raça significa "cãozinho mimado", mas esse animal é dono de muita energia e personalidade.




 



Boston Terrier

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A sobrevivência inicial do Boston Terrier dependeu dos dedicados donos de cães moradores de Boston. Mistura do Bulldog Inglês com o White Terrier Inglês, a raça moderna foi iniciada com "Judge" e sua primeira cria, em 1870. Esforçados membros do recém-formado Clube Americano do Bull Terrier empenharam-se durante dois anos para provar que esse cão poderia gerar crias de boa raça.A seguir ocorreu então a padronização da raça. Atualmente, esse cão possui uma pelagem curta, marrom e branca. Embora no passado disputasse brigas de rua, tem hoje um temperamento dócil e é excelente como companheiro ou animal de estimação.







Bulldog

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Se alguém viajasse de volta ao século XIII, provavelmente não reconheceria a versão medieval do moderno Bulldog. Antigamente esse animal, parente talvez de cães Mastiff, demonstrava uma tenaz dedicação a seu trabalho como "açulador de touros". Os espectadores faziam apostas, enquanto os cães mordiam os touros freneticamente.Uma lei, promulgada em meados do século XIX, proibiu esse "esporte", o que ameaçou a existência da raça, mas o árduo trabalho de criadores dedicados preservou os exemplares mais mansos, que deram origem ao cão moderno. Devido à sua docilidade e paciência com crianças, o Bulldog é hoje um excelente animal doméstico.






Shar Pei Chinês

0005O Shar Pei Chinês tem uma cor viva e uma rica história. Tanto ele como o Chow Chow têm uma estranha língua preta e talvez descendam dos mesmos ancestrais. Conhecido no sul da China desde a dinastia Han (cerca de 200 antes de Cristo), esse animal teria sido usado em brigas, em que cães de outras raças tentavam agarrar sua frouxa pelagem. Para excitá-los ainda mais, seu inescrupulosos donos lhes davam drogas.Desordens políticas durante a revolução comunista quase extinguiram a raça, mas criadores de Hong Kong e Taiwan conseguiram preservá-la. A graciosa cara enrugada, a índole amorosa e o bom comportamento fazem desse cão um excelente animal doméstico.






Chow Chow

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O Chow Chow tem uma língua preta-azulada, que poderia indicar um ancestral muito antigo. Embora algumas pessoas achem que esse cão é descendente do Samoyed e do Mastiff Tibetano, a aparência incomum de sua língua sugere que talvez seja uma das raças básicas que deram origem a outras raças.Em seu país nativo, a China, o Chow Chow caçava e guardava os templos. Um dos imperadores T'ang tinha um canil com 2500 cães. Capitães de navios ingleses davam às cargas mistas da China o nome de "chow chow" e os cães acabaram sendo incluídos nessa categoria. Felizmente, esse cão não sofreu muitas mudanças desde os tempos antigos, pois continua sendo um animal doméstico dedicado, tranqüilo e auto-confiante.


 



Dálmata

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A origem do Dálmata é disputada por muitos países, devido talvez a seu elegante porte e ao charme de sua personalidade. O nome vem da Dalmácia, região perto do Mar Adriático, onde o aparecimento desse cão foi documentado pela primeira vez, no século XVIII. Com o passar dos anos, o Dálmata vem desempenhando várias funções: pastor, guarda, artista de circo e companheiro doméstico.Vigoroso, esse cão adapta-se a qualquer temperatura e gosta de exercícios. Manchas marrons ou pretas cobrem seu pêlo curto e branco. A índole calma e protetora e a aparência de cão de desenho animado fazem dele um animal doméstico eternamente favorito.



 



Spitz Finlandês

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O Spitz Finlandês surgiu quando antigas tribos nômades migraram para a Finlândia com seus cães. No clima frio, esse animal tornou-se um inestimável companheiro, perseguindo e "levantando" a caça. No século XIX, devido ao contato cada vez maior com o ambiente exterior, essa raça pura praticamente desapareceu.Por acaso, dois caçadores que andavam pelas florestas do norte encontraram alguns cães que haviam escapado dos cruzamentos. Na tentativa de restaurar a raça, cruzaram esses animais entre si, e logo surgiu um padrão físico. Finalmente, o Spitz Finlandês tornou-se o cão nacional da Finlândia. Embora ainda trabalhe em seu país nativo, em outros países é conhecido como um adorável animal doméstico.






Bulldog Francês
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Existem dúvidas sobre os ancestrais do Bulldog Francês, mas o Bulldog Inglês talvez tenha contribuído para essa raça. A história que explica a semelhança entre os dois cães menciona a exportação para a França de uma miniatura do Bulldog Inglês, no século XIX. O cruzamento desse cão com outras raças produziu a típica cabeça arredondada e orelhas que lembram um morcego, o que diferencia o cão francês de seu primo inglês.São muitas as qualidades que recomendam o Bulldog Francês como animal doméstico: pêlo limpo, porte pequeno e índole dócil. Seus donos constataram que esse ativo cão, embora geralmente tranqüilo, é excelente guarda.



 


Keeshond

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Em fins do século XVIII, na Holanda, surgiu entre a classe média um grupo da resistência que se manifestava contra o poder reinante. O líder da revolta tinha um cão chamado Kees, que passou a representar o símbolo da coragem do novo partido.A raça praticamente desapareceu após a dissolução do partido rebelde e a diminuição do uso desse cão como trabalhador em embarcações. Entretanto, a Baronesa de Hardenbroek criou alguns exemplares remanescentes e resgatou a raça, que finalmente tornou-se o cão nacional da Holanda. O Keeshond é um forte, cordial e inteligente, características de uma excelente raça. 




Lhasa Apso

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No passado propriedade exclusiva dos religiosos e dos nobres, o Lhasa Apso guardava os templos e mosteiros do Tibet. Além de sua função de sentinela, acreditava-se que esse cão trazia sorte. Era crença geral que, após a morte, a alma do dono encarnava-se em seu cão. Por essa razão, o cão era considerado um animal sagrado.O nome deriva de Lhasa, a capital do Tibete; a palavra "apso" significa sentinela que late. Quando o Dalai Lama passou a oferecer esse cão como presente a diplomatas, a raça se espalhou pelo mundo, fazendo do Lhasa um popular animal de estimação. A natureza alerta e obediente desse cão compensa o trato que seu longo pêlo dourado exige.





Poodle

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O pêlo artisticamente aparado do Poodle freqüentemente máscara a história da raça. O nome deriva da palavra alemã "pudel", que significa "chapinhar na água". No passado, esse animal serviu como excelente cão de busca. Embora o exemplar moderno lembre o antigo Water Spaniel Irlandês, a linhagem do Poodle continua um mistério.Hoje esse cão é encontrado em três tamanhos: Toy, Miniatura e Standard, diferentes apenas na altura. Seu pêlo, que pode ser das mais variadas cores, não costuma cair muito, mas exige trato constante. Como animal doméstico, é inteligente e leal.





Spaniel Tibetano
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No passado, o Spaniel Tibetano sentava-se sobre os muros dos mosteiros budistas, agindo como sentinela e latindo quando estranhos se aproximavam. Além de vigiar os mosteiros, era um presente muito apreciado nos palácios budistas de toda a China. Talvez a prática de oferecer esse cão como presente explique sua ligação ancestral com o Chin Japonês e com o Pequinês, duas raças comumente comercializadas.Os monges tibetanos donos desses cães, acreditando que não havia diferenças espirituais entre cães e pessoas, dispensavam grande carinho a esses animais. A estreita ligação entre o Spaniel Tibetano e os modernos exemplares talvez reflita esse antigo laço.





Terrier Tibetano
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Segundo uma antiga crença tibetana, o Terrier Tibetano trazia sorte para a casa. Desejoso de preservar essa sorte, seu dono não vendia e nem cruzava esse cão com outras raças. Entretanto, muitas vezes esse animal era dado de presente, como prova de agradecimento. Certa vez um médico estrangeiro curou uma mulher tibetana e em troca recebeu alguns filhotes, que constituíram o núcleo a partir do qual foi iniciada a expansão internacional da raça.Além de ser um robusto sobrevivente do difícil clima do Tibete, esse cão é dono de uma índole alegre e carinhosa e há centenas de anos é considerado um membro muito querido da família.



 










 

 



 

 

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