PETS EXÓTICOS (Furão e Chinchila) Informações Úteis;


1.    Chinchila

A chinchila é um animal de origem na cordilheira dos Andes, América do Sul. Hoje é tratado como animal doméstico e muitos criadores comercializam a sua pele no mercado de curtume, mundialmente.

Existem várias mutações, como: standard (cinza), bege hetero, homo bege, Black velvet, Brown velvet, Pink White, White Mosaico, White Silver, Touch velvet White, Ebony (light, médium, dark e homo), Tan (Ebony (light, médium, dark e homo), entre outros no mesmo seguimento.

A chinchila não requer vacina. São animais por natureza saudáveis e não transmitem doenças aos seres humanos.

Vivem de 15 a 19 anos.

Reprodução

As chinchilas não se reproduzem da mesma maneira que os demais roedores. Possuem cerca de um parto por ano, com de 01 a 04 filhotes. Sendo em média 02 filhotes.

A gestação dura cerca de 111 dias. O cio é de 28/28 dias, e 36 horas após o parto ela poderá entrar no cio. Nesse período de cio, a fêmea expele um liquido transparente e cremoso.

O período de amamentação do filhote é de 30 a 60 dias, no qual a fêmea poderá ser separada do macho nos primeiros 05 dias, para evitar nova gestação, desgastando demais a fêmea e até mesmo ferimentos no filhote devido à investida do macho.

Alimentação

A alimentação deve ser balanceada e sem exageros. Deve ser composta de ração, alfafa em ramas ou cubos, eventualmente, por suplemento alimentar, uva-passa e maçã desidratada.

Higiene

 O banho é realizado em uma banheira própria com o um pó de carbonato de cálcio ou pó de mármore, de uso próprio a roedores. Que garantirão o brilho dos pelos e ajuda na eliminação do estresse, pois as chinchilas adoram tomar banho.

A serragem ou forração da gaiola deve ser trocada com regularidade de acordo com o número de animais na gaiola e, tamanho da mesma. Evitando o acúmulo de urina que poderá causar fungo ou queda de pêlo no animal.

 Gaiola

A Gaiola deve ter espaço para a chinchila pular e brincar, de preferência com plataformas. Não há exigência de tamanho, porém se for muito pequena e sem espaço o animal poderá ficar apático, depressivo e até mesmo, tricofágico (comer seu próprio pêlo).

Cuidados Gerais

A chinchila  deve ficar em um local arejado, bem ventilado e limpo. Não deve ser submetida a temperaturas superiores a 25 graus Celsius.

A chinchila não deve ser molhada, pois tem sensibilidade a fungos e bactérias.

Deve-se tomar cuidado com produtos tóxicos, como vernizes, plásticos, inseticidas, produtos químicos, enfim, os mesmos cuidados que se tomaria com uma criança, pois a ingestão ou mesmo a inspiração dos mesmos, poderá trazer o animal a óbito.

 2.  Furão ou Ferret

O Furão, cientificamente denominado por Mustela putorius furo, é um pequeno carnívoro cuja domesticação foi levada a cabo pelos egípcios (mesmo antes dos gatos). Antigamente, este animal muitas vezes confundido com um roedor, era utilizado para caçar pequenos esquilos, e coelhos. É uma excelente companhia que facilmente adota o ritmo e os horários do dono. Enquanto o dono não está em casa o Furão aproveita para dormir e quando este chega logo desperta e se disponibiliza para brincar sem parar.

Alojamento

Normalmente os furões são mantidos em pequenas gaiolas o que não os incomoda muito desde que tenham diariamente a oportunidade de sair e brincar algumas horas por dia ou mesmo dar um passeio pelo parque. Se optar por deixar o seu furão sozinho em casa verifique e neutralize todos os potenciais riscos (tomadas, objetos cortantes, gavetas abertas, objetos importantes) e pequenos objetos que ele habitualmente gosta de esconder.

Alimentação

Os furões devem ser alimentados com ração própria para furões à qual se pode acrescentar carne de vaca e de galinha. Como alternativa, pode-ser recorrer à ração para gatos (sem peixe ou verduras). Mas os furões são animais carnívoros e necessitam de bastante proteína e gordura na sua dieta.
Este animal aprecia bastante guloseimas e frutas secas, mas estas devem ser evitadas, uma vez que o seu sistema digestivo pode não as conseguir processar. Não dê ao Furão: frutas, legumes, verduras ou leite. Apesar de ser uma boa fonte de proteínas, deve evitar que o peixe seja o principal alimento do furão. No estado selvagem os furões não comem peixe e quando incluídos na dieta, geralmente não gostam do sabor.

Hábitos sociais

Dia e de noite o furão está ativo entre 10 a 45 minutos a cada duas horas. No Inverno, apesar de passar a maioria do tempo na sua toca, o furão não hiberna. Manter-se na toca, permite-lhe conservar energia e calor.
Os dois sexos vivem separados e cada furão marca uma área com o seu odor almiscarado, produzido por glândulas anais para avisar os vizinhos de que se devem manter afastados.
Na Primavera, os machos tornam-se menos territoriais enquanto procuram parceiras. Os machos mais velhos tendem a procurar o maior número possível de parceiras, enquanto que os machos jovens costumam ficar durante algum tempo a "guardar" a sua fêmea para evitar que ela acasale com outros machos.
Pouco tempo depois de a fêmea ter sido fertilizada, o ovo no interior do útero interrompe o seu desenvolvimento. As crias só nascem depois do início da Primavera seguinte. A mãe é a única responsável pela criação da ninhada. É um trabalho árduo, uma vez que necessita de uma grande quantidade de alimento diário para conseguir amamentar e arranjar alimento para todas as crias.
O furão está bem adaptado para matar pequenas presas ou até mesmo coelhos, que são bem maiores do que eles próprios. O corpo em forma de tubo e a sua cabeça afilada são perfeitos para perseguir presas por dentro de túneis escuros e apertados. Altamente ativo, espeta o seu focinho em buracos e cavidades por todos os seus
territórios de caça.
Estes caçadores astutos são perseguidos desde há séculos, capturados por causa da pele e para serem usados em pesquisas científicas. Mas as principais ameaças do furão em estado selvagem são o frio e a fome que matam 80% das crias no seu primeiro ano de vida. A população de furões também depende da sorte das suas presas, que passam por alterações populacionais. A mixomatose, um vírus letal que afeta os coelhos, devastou muitos furões em meados da década
de 50. Foram precisos 20 anos para que a recuperação deste perseverante mustelídeo fosse completa. Atualmente, o furão não se encontra ameaçado em nenhum local.

Descrição

Pernas curtas, um corpo muito alongado e um focinho em forma de cunha com dentes afiados, fazem do furão um dos mais eficazes pequenos mamíferos predadores. Rápido e ágil, é um bom trepador e nadador.

Higiene

Relativamente à higiene, o Furão requer algum cuidado, pois possui um cheiro característico que pode incomodar os narizes mais sensíveis. Pode-se dar-lhe banho (no máximo uma vez por mês) para manter a higiene do bichinho, mas não com fins de eliminar o cheiro. Perfumes para gatos não são aconselhados, pois o furão é um animal muito sensível, pode ganhar alergias. Caso os utilize, só irão disfarçar o cheiro durante algumas horas, pois o cheiro que o furão larga irá tornar-se ainda mais forte. Durante o tratamento, seja delicado, pois o furão é um animal muito sensível.

Saúde                             

Os furões devem ser vacinados contra a raiva e a esgana, sendo esta última mais importante e verdadeiramente indispensável! Ambas as doenças são potencialmente mortais, mas em Portugal a raiva está considerada extinta. Deve aconselhar-se junto do veterinário do seu furão. De qualquer maneira, a vacina contra a raiva só deverá ser administrada após os 8 meses de idade.
Quanto à vacina da esgana, uma vez que é dada em três doses, o veterinário irá decidir as datas de vacinação. A primeira deverá ser às 8 semanas, a segunda dose será 3 semanas após a primeira e a última passadas outras 3 semanas. Anualmente, deverá ser feito um reforço desta vacina.

Macho VS. Fêmea

Geralmente os machos têm o dobro do tamanho das fêmeas e estas têm o focinho mais pontiagudo que os machos. Em contra partida o odor nas fêmeas quase não se nota, sendo mais acentuado nos machos.
As fêmeas têm cios complicados e a esterilização é muito dispendiosa. Nos machos tanto pode optar pela esterilização como pela vasectomia (não remoção dos testículos), sendo esta mais dispendiosa do que a primeira. Com a esterilização o odor praticamente desaparece.
As fêmeas apenas deixam de estar com o cio se acasalarem, caso contrário o cio não desaparece e ela pode vir a sofrer de anemia (potencialmente mortal). Devido ao cio a vulva incha, tornando propício o aparecimento de infecções a nível genital e uterino. Se a fêmea acasalar, irá ter uma ou duas ninhadas por época, e provavelmente não irá poder ficar com elas todas. Caso opte pelo macho e não o esterilizar, vai ter de se adaptar ao seu cheiro almiscarado e às marcações de território por toda a casa!

        3. Calopsita

A calopsita ou caturra (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem dos Psitaciformes e à família Psittacidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792. natural  da Austrália as calopsitas se adaptaram fácil ao clima do Brasil, são dóceis, inteligentes, sendo fácil o seu adestramento, aprendem facilmente, pouco exigentes no aspecto de criação, não são barulhentas como seus parentes próximos (periquitos, agapórnes). A vinda para o continente americano ocorreu na década de 40, especificamente para a costa oeste dos Estados Unidos e para o Brasil na década de 70.

Seu tamanho pode chegar até 30 centímetros de altura, pertencem à família das Cacatuas, aves também de origem Australiana. Fazem parte de um grande grupo de aves, a ordem dos Psitacídeos, onde se encontram os periquitos, araras, papagaios entre outras, que possuem um bico característico a espécie. Adequadamente alimentadas e cuidadas podem chegar aos 20 anos de idade.

 

Manejo

Devido ao seu temperamento dócil seu manejo não requer muitos cuidados, recomenda-se sempre manter um contato próximo com as pessoas da casa, a fim de fazer um contínuo trabalho de socialização, não são aves de hábitos solitários, o contato com os outros animais da mesma espécie e com os seres humanos torna a Calopsita fascinante. São aves que sofrem influência direta do meio em que vive, então, recomenda-se evitar stress desnecessário.

A principal exigência no manejo é com aspecto da higiene, a fim de evitar doenças. Manter sempre o viveiro, o bebedouro, a banheira e os comedouros limpos, com água preferência filtrada e alimentação abundante e de boa qualidade. Existe Playground´s para as Calopsitas, são parquinhos com brinquedos e obstáculos para distrair e exercitar as aves. Quando socialmente estáveis podem passear na rua, recomenda-se o uso de corrente específica para as aves, porém sempre evitando stress, como locais barulhentos e contatos com estranhos. Alguns minutos de sol pela manhã é muito saudável, porque reforça sua parte óssea, fixando o cálcio, que provém da

alimentação nos ossos da ave.

 

Alimentação

No Brasil, erroneamente as pessoas associam o girassol como fonte principal de alimentação para os psitacídeos. O girassol tem alto teor calórico e de gordura, por ter uma palatabilidade alta é muito apreciado pelas aves, porém, como estão em cativeiro e não se exercitam adequadamente, toda essa gordura fica acumulada no fígado diminuindo muito a longevidade das aves, cerca de 40%.

Uma alimentação adequada consiste em ração balanceada e pode-se ainda suplementar com espigas de milho verde, talos de couve, cenoura e esporadicamente osso de ciba, que fortalece o bico, estimula a ave e serve como fonte de cálcio. O enriquecimento com Avitrin Pó, é muito eficiente para estas aves devido a sua alta palatabilidade.

 

Reprodução

A fase de acasalamento ocorre a partir dos dez meses de idade. Após a fecundação, as aves levam cerca de dez dias para realizar a postura. As fêmeas botam dia sim, dia não, de três a seis ovos por postura, que chega a ocorrer quatro vezes por ano. Entre 13 e 15 dias, os ovos eclodem. A postura deve ser feita em ninheiras especiais para a espécie, colocando em seu interior folhas secas e palha. E sempre evitar a manipulação dos ovos, pois as fêmeas poderão rejeitar os mesmos.

Na época de reprodução, recomenda-se suplementar a alimentação com Avitrin E. Há também casos em que a fêmea não alimenta adequadamente os filhotes então, se faz necessário o uso de papinhas especificas para filhotes de calopsitas.

 

Doenças

As calopsitas são aves bem resistentes a doenças, as mais comuns são de origem respiratórias, deve-se evitar correntes de vento, pois causam coriza nas aves, podendo evoluir para uma pneumonia, ar condicionado e choques térmicos também devem ser evitados ao máximo. Como prevenção, deve-se vermifugar a cada 3 meses e sempre manter o viveiro limpo para evitar doenças principalmente a Clamidiose que pode passar para os seres humanos.

 

Cuidados especiais

O primeiro cuidado com a Calopsita deve ser no ato da compra, observe o estado de higiene do viveiro, o temperamento das aves e de preferência a um local de nome e referência. Sempre quando acrescentar qualquer medicamento no bebedouro das aves, durante o tratamento deve-se retirar a banheira, para que as aves sejam “obrigadas” a beber a água com o medicamento. Procurar um Medico Veterinário para cortar as asas das aves que vivem em viveiros abertos ou que vão à rua a fim de evitar acidentes, mesmo com as asas cortadas devemos lembrar que elas são imprevisível então, cuidado ao colocar o viveiro aberto próximo a janelas, principalmente em apartamentos. E sempre dar muito carinho porque elas sabem como retribuir.

É uma ave dócil que pode ser conservada como animal de estimação. A plumagem pode ser de várias cores: amarelo, branco, cinza, etc. Normalmente a calopsita tem em cada face uma pinta laranja que protege os ouvidos da ave. No macho adulto a face é amarela com a pinta laranja, na fêmea a face é cinzenta com infiltrações de amarelo e a pinta laranja não se destaca tanto. A crista no topo da cabeça também varia de cores. O comprimento médio é de 30 cm. É uma ave muito barulhenta, que pode estar horas a emitir gritos, mas podem assobiar e algumas chegam até a falar. Os machos têm a capacidade de falar e as fêmeas apenas assobiam.

São aves resistentes e suportam bem o clima desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos, a questão da alimentação é uma das mais importantes para o bem estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício mas também em função do clima. Existem frutas e legumes que não são indicados, mas outros como, maçã, banana, milho cozido, verduras verde escuras são indicados. Assim, aves que não tenham possibilidade de fazerem exercícios não devem ter incluídos na dieta alimentos com alto teor em gordura como a semente de girassol. Para este animal poder ingerir semente de girassol, por exemplo, precisaria voar muitos quilômetros para gastar a energia contida. São resistentes e suportam bem o clima.

mutações

Algumas mutações de calopsitas têm dimorfismo sexual quando adultas. A maioria das calopsitas, todavia, apenas podem ter o sexo identificado com segurança através do exame de DNA.

É originária da floresta australiana, e conheceu uma grande expansão por criadores em todo o mundo.

No cativeiro foram surgindo mutações de cores variadas, algumas bastante diferentes das observadas na Natureza. A partir de 1949 a espécie começou a se difundir pelo mundo, com a criação do "arlequim", mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos.

Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são eles: Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Fulvo, Albino, (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas),Pastel, Prata Recessivo, e Prata dominante.

Brasil

No Brasil, os primeiros exemplares importados desembarcaram a partir de 1970 e hoje já existem muitos criadores. Hoje em dia a calopsita é muito famosa.







 

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